Vigília Pascal

15 de abril de 2017

 

Algumas observações sobre o canto na Vigília Pascal

A celebração ritual da Ressurreição do Senhor estabelece quatro partes, todas significativas e reveladoras da importância: Liturgia da Luz, Liturgia da Palavra, Liturgia Baptismal e Liturgia Eucarística. Não se descuide nenhuma delas. A prática pastoral pode levar a que, por serem menos frequentes, os agentes se empenhem mais nas três primeiras e tratem menos da última: tudo concorre para a manifestação da Ressurreição do Senhor celebrada no banquete da Nova Páscoa.

O canto é parte importante desta solene celebração e por isso deve ser preparado com muito empenho, desde logo, na Liturgia da Palavra, pela resposta da Assembleia às várias proclamações de fé em Cristo Ressuscitado (a Luz do Mundo, a palavra de Deus revelada desde os profetas, a água da salvação e o pão ázimo da pureza e da verdade).

Deixe-se que a Assembleia viva todos estes momentos e os ajude a construir, através das aclamações vivas, das respostas espontâneas com melodias que já sejam do seu repertório (por exemplo: o canto do glória brote espontâneo da Assembleia, o mesmo aconteça com os refrães dos salmos e, por maioria de razão, com o canto do Aleluia), da audição clara das campainhas e sinos no Glória, vendo de forma expressa o acendimento das velas do altar…

Dê-se lugar à música instrumental (órgão solo e/ou outros instrumentos), omitida durante o tempo da Quaresma, como sinal de júbilo.

Sem prejuízo para outras fontes de cânticos, as comunidades podem tomar como válidas as indicações contidas no “Novo Cantemos Todos” (n.os 148-170) ou na publicação “Cânticos de Entrada e de Comunhão”, p. 128-133.