Algumas considerações sobre o Ministério do Acólito O site do Serviço Nacional de Acólitos publica um curso para estes ministros preparado pelo Pe. Dr. José de Leão Cordeiro, da Arquidiocese de Évora. Este curso, publicado pela primeira vez no "Boletim de Pastoral Litúrgica", ajuda a perceber os espaços, os gestos e atitudes inerentes ao bom desempenho deste importante serviço litúrgico - entrar no curso
Acólito: um ministério indispensável na liturgia Artigo do Secretariado Diocesano de Liturgia do Porto, publicado no jornal Voz Portucalense em 29 de Setembro de 2004
Cremos que não é necessário convencer ninguém sobre a necessidade de acólitos na celebração litúrgica. O contrário seria sintoma de que o espírito da renovação litúrgica conciliar não teria sido ainda compreendido e assumido. De facto, a celebração litúrgica é uma acção que consta não só de palavras, mas de gestos, atitudes, movimentos. Nessa acção intervêm pessoas diversas realizando o que lhes compete.A Instrução Geral do Missal Romano aponta, como mínimo, três ministérios para a celebração da Eucaristia: acólito, leitor e cantor.Contudo, o serviço do Presidente e do altar comporta tantas e tão indispensáveis tarefas que frequentemente, um só acólito não as pode realizar convenientemente. Por exemplo: levar o turíbulo, a cruz, as velas; cuidar dos microfones; manusear os livros e apresentá-los; preparar o altar, dispondo nele o sanguíneo, o cálice e o missal, levar o pão e o vinho e apresentá-los ao Presidente, organizar as procissões; assistir o Presidente; etc, etc... Tais funções exigem pessoas capazes e preparadas.Durante muito tempo foi hábito confundir acólito com menino de coro ou ajudante. Na liturgia em latim era ele (ou o sacristão) que respondia ao sacerdote (que desempenhava todas as funções) em vez do povo, ocupado com alguma devoção privada. Como agora todo o povo vai respondendo (?) ao Presidente e aos ministros, a mentalidade anterior que, por vezes, ainda sobrevive - concluiu que este serviço se tomou inútil.A celebração litúrgica é uma acção, acção complexa que exige pessoas bem preparadas para a realizar, não apenas ao nível do cerimonial, mas da própria linguagem corporal, e, frequentemente, ensaios preparatórios, ordinários e extraordinários. Importa superar uma mentalidade que reduz tudo ao validismo sacramental. A celebração deve falar ao homem todo, não apenas à inteligência e aos ouvidos, mas aos olhos e a todas as faculdades e sentidos.A presença de acólitos na celebração, exercendo bem as funções que lhes competem, possibilita que a celebração apareça como uma verdadeira acção, carregada de sentido e expressiva do mistério que celebra.Não se devem afastar as crianças, desde que tenham recebido a Primeira Comunhão, do serviço do altar. É, aliás, da máxima conveniência iniciá-las na formação litúrgica (a catequese deve prever este aspecto) e no serviço do altar. A prática diz-nos que tal procedimento é fonte de muitas vocações sacerdotais. Contudo, o serviço de acólito deve ser confiado a pessoas maduras, com qualidades adequadas e com capacidade de formação específica. Serão eles, sem excluir uma particular solicitude dos sacerdotes, que prepararão as crianças e adolescentes a exercerem bem as diversas funções na liturgia.É desejável que em todas as paróquias e igrejas maiores, mas também nas outras igrejas e celebrações, se constituam grupos de acólitos; constituídos por adultos, jovens, adolescentes e crianças, preparados convenientemente, de acordo com as respectivas idades e capacidades. Estes grupos poderão pensar num mínimo de organização interna e deverão poder contar com um apoio especial dos párocos e reitores das igrejas. Os Ministros Extraordinários da Comunhão poderão ter um papel importante a desempenhar nestes grupos, particularmente no âmbito da formação litúrgica e espiritual. |